sábado, 29 de março de 2014

Lendo E...



O costume é algo estranho.

Cada um tem suas loucuras, eu tenho um monte, é claro. Uma delas é ler ouvindo música. Lembro-me de um amigo do meu tio que ficou estarrecido com a cena. “Credo! Você é doido. Como você consegue? Eu jamais conseguiria. Barulho me atrapalha a concentrar”. Expliquei que sempre foi assim. Mas também é a única coisa que posso me vangloriar, pois sou muito tapado. É sério. Tenho minhas dúvidas se consigo subir escada mastigando chiclete. Pelo menos era o que minha mãe costumava dizer. Mas eu contradizia com humor que pelo menos na escada rolante eu me garantia. Mas começo a duvidar disso também.

Bem voltando ao que interessa...

A cena foi bem engraçada. Mas sempre tive esse costume bizarro. Eu fui forçado a tê-lo, na verdade. Meu irmão mais velho sempre ouvia seu funk a toda altura em casa. E era um incomodo horrível. Parecia um terremoto. Tudo tremia. O vidro, os vasos, a cama, a casa, o planeta... A música já era riquíssima em vocabulário, além de incríveis apologias e duplos sentidos. Ou seja, um poço de cultura. É quase impossível não se vê perturbado por aquele ritual satânico... opa, quero dizer: MÚSICA.(Até parece!)

A solução foi: Ou você aprende a bloquear a mente ou nunca conseguirá fazer nada. Então com o tempo peguei o jeito. Hoje já não me importo. Pode passar um carro automotivo com som de mulher gemendo o quanto quiser que nem me importo. Leio em qualquer lugar. Só não consigo ler em movimento, pois a oscilação me dá dor de cabeça com o tempo.

Mas é isso. Um costume de doido.

sábado, 22 de março de 2014

Momentos de Confiança


Queria dizer nesse texto algo diferente. 

Um pouco fora do ramo literário, ou interligado a ele de forma indireta. Bem, pensei em falar sobre confiança. Mas não daquela de família, de amigos, de companheiros, não. É a confiança em si mesmo. Sei muito bem que não sou psicólogo, ou muito menos conhecedor profundo sobre o tema, mas fiquei com vontade de escrever sobre isso do meu ponto de vista e vou escrever assim mesmo.

De uns tempos pra cá mudei muito meu modo de observar as coisas. Meus atos, os altos e baixos do dia-a-dia, meus projetos e objetivos, as pessoas em meu redor... E refleti bastante sobre isso. E Descobri como as coisas na verdade são as mesmas que antes: as dificuldades, os imprevistos, as ações de terceiros... Apenas tendo diferenciado como elas me afetavam, pelos simples fato de estudá-las de outra forma.

E fiquei curioso sobre o que havia mudado em mim para causar tamanha metamorfose. E descobri! Confiar em mim mesmo.
Vou explicar melhor. Quem me conhece sempre soube da minha grande desconfiança sobre tudo e todos. Um pessimista de carteirinha. Achava que tudo daria errado de alguma forma. Lamentava quando algo dava errado e usava esse sentimento de fracasso como um cobertor quente quando ia dormir. Me sentindo falsamente confortável com aquilo.
Mas estava errado. Muito errado.

Lamentar e pensar demasiado negativamente é horrível. Desmotiva começar qualquer coisa, pois dá margem a imaginar que algo dará errado, e que definitivamente vai dar. Pois nada se move sem oposição. O que domina nessas horas é a persistência. E esta, meu caro, não consegue agir se você não confia em si. Em suas capacidades.

Acho que nunca podemos ter melhores resultados quando você faz o que tem que fazer com plena confiança em si mesmo.

Quis mudar e mudei de dentro pra fora. Ações que sugerem paciência e força de vontade. Tentei ver o melhor de tudo, tentei aprender do ponto de vista dos outros. Mesmo que batesse de frente com minhas visões de mundo. Aprendi a ouvir. A ignorar. A ri do que não tem graça. E a dar importância a coisas pequenas, na vida, na natureza. E a procurar a felicidade em mim. Pois acredito que ela não nos seja entregue como uma recompensa de auto-avaliação. Mas renascida das cinzas de nossas percepções falsas. Sempre esteve aqui, mas não deixava crescer. E hoje me sinto mais confiante em quase absolutamente tudo. Porque se quero fazer, faço! Se deu errado, e daí? Pelo menos tentei. Se penso, demonstro. E se discordo, questiono. Agindo sempre aberto a absorver tudo, como uma esponja infinitamente seca, que nunca se sacia com a água do conhecimento.

E os resultados me foram satisfatórios. E o melhor, me sinto mais feliz.

Em resumo, aprendi que para mudar pra melhor é preciso “fazer” em vez de lamentar. Se algum empecilho vier, não vou me sentar e chorar apenas. Vou suspirar e pensar: Bom, como posso resolver isso então?

Esse foi meu caminho. E estou ótimo como estou.

Há ainda muitas outras coisas por trás da minha mudança. Mas ficaria enorme esse texto. Acho que por hora está bom. Se ficou meio confuso peço que me perdoem, pois são devaneios filosóficos de uma simples pessoa. Além de ser o MEU caminho de evolução, pois cada um tem o seu próprio caminho e experiências. Espero que você também encontre a confiança em você. Pois hoje estou feliz.

PS: Como nunca consigo ficar sem falar de livros, um dos livros que me ajudaram em muito a pensar sobre isso foi O Diário de Anne Frank e o Mundo de Sofia. Ótimos livros. Agradeço muito a eles.